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SME-Rio: 7.800 vagas para professor e agente de apoio, com reajustes

Enviado por: admin em: 02-09-2013 23:48:04 (981 leituras) Concursos Públicos Municipais
SMENovidade para os concurseiros. Serão criadas nas próximas semanas 7.800 vagas na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-Rio). Uma das novidades será a carreira de agente de apoio à educação, que irá trabalhar exclusivamente com crianças com deficiência. Para este cargo, serão criadas 3 mil vagas. Já as outras 4.800 oportunidades serão para professor de Educação Infantil, cargo que atua nas creches cariocas. Os projetos para a criação das vagas já estão na Câmara de Vereadores da cidade. A expectativa é de que eles sejam votados até a segunda quinzena de setembro. Segundo o vereador Paulo Messina (PV), membro da Comissão de Educação e Cultura da Casa, os projetos deverão ser votados em regime de urgência.

“Todo o imbróglio da CPI dos Ônibus atrasou algumas votações. O importante agora é tentarmos conseguir espaço na ordem do dia. Os projetos serão votados em regime de urgência e deverão ser aprovados, é do interesse do Executivo, dos vereadores, e principalmente da Educação carioca”, diz o parlamentar, que teve papel importante na elaboração das propostas. Nesta página, confira em detalhes as novidades previstas na esfera da SME-Rio que, além dos novos concursos, incluem mudanças no patamar de remuneração de outros cargos.

Agente de apoio: criação deve ocorrer em setembro

Nas próximas semanas, será votado na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro o Projeto de Lei Nº 1565/2012, que cria o cargo de agente de apoio à educação. No projeto inicial, o profissional atuaria nas dependências das unidades de atendimento da rede pública municipal, em especial, nas unidades de educação infantil, em salas de aulas com alunos incluídos, salas de informática e laboratórios de Ciências de todas as unidades da educação infantil e do ensino fundamental da rede pública da Secretaria Municipal de Educação. Assim, seria um substituto do agente auxiliar de creche - o que não seria adequado, segundo diversos críticos.

O vereador Paulo Messina (PV) foi um dos que não concordaram com o projeto inicial e que, junto com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-Rio), batalhou pela sua alteração. “O projeto tinha sido inventado para substituir o auxiliar, especificando várias funções e não era viável. As nossas emendas servem para especificar a verdadeira função, que será a atuação apenas com crianças com deficiência. A secretária Claudia Costin concordou com nosso apelo. Foi um trabalho conjunto, e irá beneficiar as crianças, que é o mais importante”, diz. Anteriormente, seria exigido apenas o nível médio - agora será exigido o nível médio normal (curso de formação de professores). “O profissional vai atuar na sala de aula. Por isso, a formação de professor. É importante essa formação, o profissional estará mais capacitado para atuar”, explica o vereador.

Uma das emendas elaboradas pelo parlamentar foi exigindo que os aprovados passem por um curso de formação. “As deficiências são diferentes... Esse profissional tem que estar apto a isso. Antes de ir para a sala de aula, ele passará por um curso de formação no Instituto Helena Antipoff”, afirmou. O instituto faz parte da rede da Secretaria Municipal de Educação e é especializado em Educação Especial, sendo um centro de referência. A criação do cargo de agente de apoio à educação vem sendo batalhada pelos pais de alunos com deficiência desde 2009. A mãe de um aluno com deficiência, e que faz parte de um Grupo de Trabalho (GT) que busca melhorias na situação das crianças incluídas na rede, ressalta a importância do projeto. “Estamos batalhando por isso desde 2009, essa é uma necessidade das nossas crianças. Elas são inseridas nas escolas, mas não são incluídas, são coisas diferentes”, comenta Linda de Jesus Faria.  
 
Os futuros profissionais concursados vão substituir os atuais estagiários da rede, que fazem o papel de mediador. “O aluno com deficiência hoje conta com apoio, dentro da sala de aula, apenas do estagiário que, apesar de ter muito boa vontade, não está plenamente capacitado para o acompanhamento pedagógico”, diz Messina. Linda vai ao encontro da opinião do vereador. “O estagiário fica por pouco tempo na rede, e não se acostuma às crianças. Algumas vezes eles não querem nem trabalhar com as crianças incluídas, nem todo mundo tem paciência. O profissional concursado não, ficará fixo com as crianças, sem rotatividade.” 
 
O parlamentar ressalta que o novo profissional já saberá o que vai encontrar. “A nossa exigência de que conste no projeto a atuação exclusiva com crianças com deficiência é para evitar também que esse profissional peça para mudar a sua área de atuação. Ele já entrará sabendo que vai atuar apenas com crianças com deficiência, ajudando na inclusão desses alunos especiais.” Segundo a representante do GT, a elaboração desse cargo só foi possível pelo trabalho do vereador Paulo Messina. “Não sou de ficar elogiando ninguém, mas nessa vitória que estamos conseguindo ele teve um papel fundamental. Ele sempre lutou por nós, e tenho certeza de que vai continuar lutando”, diz.

A rede municipal conta com 11.090 alunos com deficiência matriculados, e a realização do concurso é urgente, diz Linda. “Em salas com 40 alunos, muitas vezes temos uma ou duas crianças com deficiência. Elas acabam não acompanhando o ritmo, ficando para trás. Muitas saem do colégio sem aprender nada. Por isso, é fundamental a realização do concurso, é urgente”. A mãe acredita que muita coisa deverá mudar quando este profissional estiver, enfim, atuando. “O aluno com deficiência terá mais atenção, se desenvolverá melhor”, declara.